Olá, leitores,
Fazia tempo que eu não aparecia por aqui. Acho que vou colocar a culpa na falta de um estímulo para voltar a escrever sobre os assuntos que gosto — ou talvez nos acontecimentos da vida, que, na tentativa de evoluir, acabaram me afastando um pouco do blog.
Mas existem assuntos importantes demais para esse meu mundinho de flores e borboletas, que mexem comigo de um jeito especial. E quando isso ocorre, é como se fosse um acontecimento histórico: eu preciso dar um jeito de vir aqui registrar.
Nas últimas semanas, aconteceram duas coisas que, talvez, tenham sido o motivo da minha história como jornalista e amante da moda existir: a saída de Anna Wintour do cargo de editora-chefe da Vogue e a confirmação da continuação de O Diabo Veste Prada.
Esses dois acontecimentos me fizeram voltar a escrever (pelo menos por um dia) — porque tocam profundamente na minha trajetória com a moda, com o jornalismo e com tudo o que me inspirou lá no começo.
Não é só sobre a Anna, nem sobre o filme
O fim de um legado histórico
Após 37 anos à frente de uma das revistas de moda mais relevantes do mundo, Anna Wintour anunciou sua saída na última quinta-feira. Ela deixará o cargo de editora-chefe da revista, mas continuará como diretora de conteúdo da Condé Nast e também como diretora editorial global da Vogue, permanecendo na supervisão da produção mundial da publicação.
Anna Wintour iniciou seu legado na Vogue em 1988, substituindo Grace Mirabella. Sua chegada foi triunfal e marcou uma mudança estética significativa na revista ao estampar, pela primeira vez, uma modelo descontraída usando jeans na capa. Uma decisão audaciosa e inovadora que rompeu com o estilo tradicional da publicação.

Anos mais tarde, em 1999, foi a vez da brasileira Gisele Bündchen protagonizar o início de uma nova era no mundo da moda. Era o fim da estética "heroin chic" e a chegada da modelo sexy. Nos anos 1990, a aparência extremamente magra e pouco saudável das modelos dominava as passarelas — e quem mais popularizou essa era foi Kate Moss.
Agora com a saída de Anna Wintour, a vaga de editora-chefe da Vogue americana permanece sem um sucessor. A Condé Nast, inclusive, publicou em seu perfil no LinkedIn, que eles estão procurando alguém para o cargo e que os interessados devem enviar o currículo para o e-mail indicado no post.
Seu jeitinho de ser inspirou personagens no cinema
Conhecida pela sua personalidade marcante, Anna Wintour foi inspiração para personagens no cinema. Em 2006, um best-seller trouxe para as telas a vida de quem trabalha em uma revista de moda, com um título que todos conhecem muito bem: O Diabo Veste Prada. Na época, rumores diziam que ela teria proibido sua equipe de colaboradores de assistirem ou apoiarem o lançamento.
O filme baseado em uma experiência individual de uma ex-colaboradora da revista foi um sucesso. Na história, a jovem jornalista, Andy Sachs, representada pela atriz Anne Hathaway, consegue um emprego como assistente da poderosa editora-chefe, Miranda Priestly (Meryl Streep), na revista Runway.
Uma nova história para o filme?
Uma coisa a gente não pode negar, o filme sempre foi referência de indicação quando o assunto é moda. Ainda assim, até hoje nenhuma obra chegou perto do que foi a repercussão do “O Diabo Veste Prada”, com a sua legião de fãs, que ainda baseiam aquela narrativa nos assuntos atuais.
Recentemente, foi divulgada a continuação do filme “O Diabo Veste Prada 2”, com data de lançamento para 30 de abril de 2026 (20 anos depois). Até o momento, o time de peso que continua é Meryl Streep (Miranda Priestly), Anne Hathaway (Andrea Sachs), Emily Blunt (Emily) e Stanley Tucci (Nigel).
Pelo que parece, a nova história será sobre a revista lidando com o declínio do impresso - Isso me faz lembrar 2018, quando eu estava me formando na faculdade e recebemos a notícia de que vários títulos do Grupo Abril iriam descontinuar e a ELLE era uma das revistas. Enfim, acredito que o filme não será o suficiente para esta fã que vos escreve - sempre quero mais e mais desse mundinho. Será que veremos cenas icônicas como as que foram eternizadas pelo público no filme anterior?
Excelente texto! 👏
ResponderExcluirParabéns pelo texto! Muito bom!
ResponderExcluirNão deixe de escrever SEMPRE.
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