Wimbledon e suas camadas

  

  No último final de semana chegou ao fim outra edição do mais antigo torneio de tennis do mundo: Wimbledon. A tradição inglesa e a elegância são marcas registradas tanto nas quadras quanto nas arquibancadas. O público é mais silencioso, calmo e respeitoso, evitando conversas altas e ruídos durante os pontos.

    Não há código de vestimenta, mas a presença da realeza britânica no torneio é um fator que reforça o senso de tradição e glamour mais forte entre o público presente. Já quando falamos dos tenistas a tradição é notada na cor dos uniformes.


O silêncio é chique

  É muito bom acompanhar a partida e a concentração dos tenistas na hora do saque, porém sempre que a câmera muda o foco para alguém que, além da presença na arquibancada, traz consigo informação boa sobre moda, me desperta logo o interesse.  O chapéu, por exemplo, é sempre um grande aliado de quem entende que Wimbledon é, acima de tudo, um palco de elegância discreta. Kate Middleton escolheu a final masculina para levar o seu, claro, e muitos outros acompanharam a ideia — não apenas por necessidade, mas por estilo. 

                         

    Wimbledon é sempre uma oportunidade de usar alfaiataria elegante junto com acessórios como óculos escuros e leques que trazem mais finesse ao look. O leque, aliás, me conquistou: vi tantos que me peguei desejando um para enfrentar meus próprios dias de calor com mais charme. 

                          

    Essa elegância discreta e silenciosa é parte da experiência de Wimbledon, onde até o ato de saborear os tradicionais morangos com creme carrega uma certa finesse. É o esporte acompanhado por gestos suaves, para um público que aprecia até o silêncio com estilo.

    A exigência do branco nas roupas dos tenistas é símbolo da autoridade que Wimbledon carrega. Remete ao refinamento e à qualidade de tudo que se vê ali. Assistir a uma final em Wimbledon é como estar diante de um palco, onde os atletas são atores de uma tradição inglesa que não se explica, apenas se sente. E o branco, para mim, é o figurino dessa história. Ele representa elegância, sim — mas também conservadorismo, resistência e referência. É a marca de uma instituição que escolhe não se modernizar para não perder sua identidade. Pode parecer ousado dizer isso, mas para mim, o branco de Wimbledon é como o vestido da noiva: um ritual que se repete a cada edição, para lembrar que ali há algo sagrado.

O desfecho

No sábado (13), a final do simples feminino foi disputada entre a americana Amanda Anisimova e a polonesa Iga Świątek, que venceu por 2 sets a 0 e conquistou seu primeiro título em Wimbledon.

                           

No domingo (14), a final masculina reuniu novamente Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, repetindo o confronto de Roland Garros, mas com resultado diferente. O italiano venceu a partida e entrou para a história como o primeiro tenista de seu país a conquistar o torneio.

                            

    Durante a entrevista após a vitória, Sinner comentou com bom humor um episódio curioso: uma rolha de vinho caiu na quadra no momento em que ele se preparava para sacar. “Eu entendo, este é um torneio muito caro”, respondeu.


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